Saiba como evitar dores de cabeça com bancos em cinco pontos

Saiba como evitar dores de cabeça com bancos em cinco pontos

Problemas com bancos não são raridade. Mesmo que o serviço prestado seja o melhor possível, é importante estar preparado para surpresas desagradáveis. Dinheiro é coisa séria e é responsabilidade dos bancos cuidar dos recursos de seus clientes. No segundo trimestre de 2019, 12.417 pessoas procuraram o Banco Central para reclamar de serviços prestados insatisfatoriamente.

Para evitar chateações, não basta estar informado dos direitos como cliente. É preciso conhecer alguns caminhos para evitar problemas e para resolver os que surgirem. A partir das reclamações mais frequentes feitas ao PROCON-SP e ao Banco Central, listamos as principais informações que os clientes bancários precisam levar em conta ao lidar com os bancos.

Defenda-se de cobranças surpresa

Muita gente já passou por isso: depois de puxar o extrato bancário, descobre débitos misteriosos feitos na conta. Em alguns casos, podem ser cobranças indevidas dos próprios bancos. Por isso, é preciso conhecer bem o contrato assinado com a instituição. Muitos bancos só mencionam o nome comercial dos pacotes de serviços que oferecem a seus clientes, mas eles estão errados.

O cliente tem direito de saber o máximo de detalhes possível sobre tudo o que precisará pagar. O código de defesa do consumidor determina que as informações devem ser claras e precisas.

Em caso de cobranças indevidas, é necessário entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da instituição o mais depressa possível. De acordo com a lei 6523, de 2008, a não ser que o banco possa provar imediatamente que a cobrança é de responsabilidade do cliente, o valor deve ser devolvido na hora.

As reclamações feitas por meio de SAC devem ser resolvidas em até cinco dias úteis. Isso também vale para débitos resultados de operações fraudulentas, quando o cliente é vítima de clonagem do cartão, por exemplo.

Conheça os penduricalhos nos preços do crédito

Na hora de solicitar o crédito, o consumidor tem direito a saber todas as taxas e encargos que são cobrados da forma mais clara possível. Por isso, antes de contratar um empréstimo ou financiamento por uma instituição bancária, fique por dentro do Custo Efetivo Total (CET) do crédito a ser tomado – o preço total pelo serviço.

É recomendável que o tomador de crédito pesquise o CET de várias instituições bancárias antes de optar por alguma. O ideal é saber de antemão o valor que será pedido emprestado ao banco e em quantas parcelas a dívida será paga. Assim, será possível simular em várias instituições para saber qual está mais em conta.

Embora as instituições tenham obrigação de explicar aos clientes os critérios que são usados para estipular o preço do crédito, isso raramente acontece. Segundo a coordenadora do Procon de São Paulo Renata Reis, os bancos costumam alegar que têm prerrogativa de sigilo quanto a suas estratégias de negócios. Isso tem gerado, inclusive, problemas com as mudanças surgidas depois da Lei do Cadastro Positivo, aprovada em abril deste ano.

A lei consiste em um banco de dados das instituições bancárias para atribuir scores mais favoráveis àqueles que são considerados bons pagadores. “Há consumidores que pagam suas contas em dia e, mesmo assim, não têm informações claras sobre alterações sem nenhuma justificativa ocorridas no score”.

Tenha em mente que atendimento é parte do serviço

Os bancos têm buscado incentivar seus clientes a utilizar os meios eletrônicos. Isso é uma forma de baratear a atividade bancária. Pena que nem sempre o consumidor sinta o reflexo disso nas tarifas cobradas. Um bom serviço bancário não se limita a atender de forma transparente só antes da assinatura de contrato de prestação de serviços. Os clientes têm direito de receber informações claras durante a vigência do contrato – sobre tarifas, juros, encargos ou qualquer coisa que precise pagar.

A qualidade do atendimento é um problema sério. Segundo o ranking de reclamações do Banco Central, esse é o maior motivo de problemas dos clientes com seus bancos. Só no segundo trimestre deste ano foram 2.210 reclamações de serviços ofertados de forma inadequada – quando a empresa oferece serviços que não atendem às necessidades explicadas pelos clientes ou não oferecem informações suficientes.

Saiba como negociar em caso de dívidas sem pagar

Muitas vezes, as instituições bancárias oferecem oportunidade de negociação mais interessantes àqueles que perderam o controle da vida financeira e acumularam dívidas sem pagar. A Febraban informa que os cinco principais bancos de varejo brasileiros – Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú-Unibanco e Santander – têm plataformas de negociação em seus sites na internet. Outra forma de negociar dívidas é encaminhar uma proposta pelo site consumidor.gov.br, do governo federal.

Não se esqueça: estar inadimplente não revoga seus direitos

O cliente inadimplente também tem direitos. Quem se vê nessa situação em algum momento precisa entender tudo o que está sendo cobrado de taxas e juros pelos bancos. Todas as cobranças devem ter correspondência com o que foi previsto no contrato. Sempre que não houver informações transparentes, o cliente tem direito de procurar os órgãos de defesa do consumidor mesmo se as obrigações não estão em dia. O código de defesa do consumidor prevê uma série de prerrogativas dos inadimplentes que devem ser respeitadas: nenhum consumidor em situação de inadimplência pode ser constrangido ou exposto ao ridículo.

Fonte: Yahoo Finanças