Por que a tecnologia acredita que pode levar expectativa de vida?

Por que a tecnologia acredita que pode levar expectativa de vida?

Na última década surgiram muitas empresas interessadas em apostar em um novo mercado, focado em tentar aumentar a expectativa de vida e melhorar a saúde do ser humano. Afinal, atrasar a chegada da morte é há milênios um dos maiores interesses da humanidade. 

Pesquisas de institutos financeiros e que estudam os novos mercados apontam que essa “corrida pela imortalidade” fará um surgir um mercado que valerá R$ 600 bilhões de dólares até o ano de 2025.

As principais empresas desse segmento são atualmente aquelas que estudam as sequências do genoma humano. Mas não só. Grandes companhias de tecnologia e de biotecnologia podem a qualquer momento revelar informações preciosas que elevariam a qualidade da vida humana a níveis sem precedentes.

O que podemos esperar nos próximos anos

Muito tem se falado a respeito de tecnologias que possam levar o ser humano a viver mais de 100 anos. Modificações genéticas são possibilidades para um futuro não tão distante, em que poderemos ter as células danificadas facilmente trocadas por novas.

Isso parece ficção científica, mas não é. Empresas afirmam que em pouquíssimo tempo a expectativa de vida será muito superior a um século. Elas afirmam que, além de possíveis mutações genéticas, usar alguns gadgets pode influenciar na melhoria da saúde do organismo.

De acordo com o Bank of America, podemos esperar destaque e foco em mercados que apostarão em cinco tecnologias diferentes: modificações do genoma humano, inteligência artificial, alimentação sustentável, a mortalidade e medicina avançada. 

Modificações no genoma humano

Acredita-se que a genômica, ou o estudo do genoma humano, seja uma indústria de 41 bilhões de dólares até 2025. A ideia é que ela possibilite uma revolução na edição de genes. Isso seria capaz de eliminar o surgimento de doenças genéticas ou congênitas.

Empresas como a Illumina, a fabricante de instrumentos de laboratório Agilent e a fabricante de equipamentos de ciência da vida, Danaher, concorrem entre si e de forma conjunta para apresentarem resultados positivos nessa área.

Inteligência artificial

A evolução na área da inteligência artificial, combinada com um escopo cada vez maior de dados fornecidos por assistências médicas, certamente auxiliará pesquisadores na análise de doenças e no estudo das causas e efeitos de patologias. 

A ideia é que o uso de inteligência artificial reduza os custos da medicina, permitindo maior acesso de todas as pessoas a atendimento médico de qualidade. Os avanços na tecnologia podem ainda criar a chamada medicina de precisão.

Grandes empresas desse segmento em específico são a Google Alphabet, a Amazon e a Apple.

Alimentação sustentável

Em um futuro próximo, principalmente na Europa, a indústria de alimentos será capaz de interferir geneticamente na alimentação das pessoas. Isso garantirá que não seja mais necessário utilizar agrotóxicos nos alimentos.

Além disso, criar a cultura de uma alimentação sustentável e igualitária pode fazer com que mais pessoas saiam das zonas de miséria e de fome extrema.

Amortalidade

O termo amortalidade não está relacionado diretamente a viver para sempre, mas sim viver completamente sem doenças. Isso afeta e muito a qualidade de vida das pessoas, o que contribuiria quase que de imediato para um aumento na expectativa de vida.

Esse assunto é ainda controverso, apesar de empresas como a Apple e a Zimmer estarem investindo pesado em soluções médicas que possam eliminar o desenvolvimento de doenças pelos seres humanos.

Medicina avançada

A medicina avançada é o cume de todas as tecnologias previamente descritas. Uma medicina de excelência, que seja capaz de diagnosticar com rapidez e precisão as doenças mais complexas da atualidade.

Estima-se que em menos de uma década o ser humano conhecerá as causas e as curas de males como o Alzheimer e o Parkinson. 

Será mesmo possível aumentar a expectativa de vida da humanidade?

Há mais pessoas chegando aos 100 anos de idade atualmente do que nós pensamos. A questão é: de que forma elas vivem um século ou mais? Em que estado está a saúde do seu corpo e da sua mente?

Os avanços em tecnologia e na medicina prometem não só aumentar a expectativa de vida, mas também sua qualidade. Viver bem é o que mais interessa a todas as pessoas. 

Se isso puder ocorrer por mais de um século, sem a preocupação de contrair doenças fatais, melhor. Resta-nos aguardar para vermos o que a próxima década de estudos nos reserva.

Fonte: Gazeta Web