Inclusão digital e educação financeira são as chaves para liberar potencial econômico da América Latina, aponta estudo do Santander

Inclusão digital e educação financeira são as chaves para liberar potencial econômico da América Latina, aponta estudo do Santander

O relatório Digital Finance 2.0, elaborado pelo Grupo Santander, concluiu que a expansão da inclusão digital e da educação financeira serão determinantes para destravar o potencial econômico da América Latina. Inovações em inteligência artificial, aplicativos para smartphones e outras ferramentas tecnológicas serão vitais para ampliar o acesso financeiro na região.

O relatório destaca que os serviços bancários digitais serão responsáveis por gerar, pelo menos, US$ 49 bilhões em crédito na América Latina, segundo a consultoria EY. As novas tecnologias bancárias têm potencial de oferecer serviços financeiros para 200 milhões de pessoas não bancarizadas nos 20 países.

Dentro desta projeção, o Santander Brasil se destaca. Uma de suas maiores iniciativas, a Superdigital, plataforma móvel de depósitos, saques e pagamentos que não exige que os usuários tenham uma conta bancária, cresceu 59,4% em um ano encerrado em outubro, para cerca de 2,8 milhões de usuários.

No quesito educação financeira, o Banco se comprometeu a capacitar financeiramente 10 milhões de pessoas até 2025. Além do Brasil, a instituição mantém iniciativas significativas nessa área no México, Argentina, Chile e Uruguai.

Segundo o Digital Finance 2.0, o segmento bancário precisa se comprometer a ser ativo em três frentes para contribuir para o estímulo econômico latino-americano. A primeira delas seria a simplificação de tecnologias e adaptação para públicos-alvo específicos, como pequenas comunidades.

Além disso, o atendimento presencial nas localidades, feito por agentes de microcrédito, deve ser complementado pelo uso de canais digitais. O estudo também sugere o uso de fontes alternativas de dados para avaliar a aptidão de crédito dos clientes, como consultas de perfis em redes sociais, testes psicológicos e conversas com colegas dos clientes no seu bairro.

O Santander é um dos maiores players em microfinanças da América Latina e o maior fornecedor privado de microcrédito no Brasil. Com o programa Prospera, que atualmente tem 430 mil clientes ativos no País, o Banco mantém uma carteira de US$ 250 milhões em ativos.

As operações vão de US$ 130 a US$ 16 mil para apoiar o crescimento de pequenas empresas. Cerca de 70% da renda gerada por esses negócios circula nas comunidades locais.

Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil, destaca a importância dos empreendedores para a instituição. “Os microempreendedores são uma peça fundamental para a retomada do ciclo de desenvolvimento do País, porque geram empregos e movimentam recursos onde esses efeitos são mais percebidos”, afirma.

“Temos a obrigação de buscar níveis de participação dos negócios locais na economia que sejam comparáveis aos dos países mais desenvolvidos. Faremos isso ao apoiar nossos milhões de microempreendedores na concretização de seus sonhos”, acrescenta Rial.

Federico Gomez Sanchez, diretor de Sustentabilidade do Grupo Santander, afirma que o Banco está trabalhando para desenvolver um modelo mais digital, “com o objetivo de atender mais pessoas e oferecer-lhes melhores serviços, com acessos mais fáceis e custos operacionais menores”.

“A grande questão para todos os bancos é como combinar o serviço digital com o contato direto com os clientes, porque no microcrédito, por exemplo, esse relacionamento pessoal é considerado vital”, explica Sanchez.

As conversas pessoais são imprescindíveis para a formalização dos empréstimos no Prospera. A proximidade garante que os agentes do Banco identifiquem problemas com antecedência, orientem os clientes em suas escolhas e também encontrem oportunidades para liberar mais recursos aos interessados.

Além do contato direto com o cliente, os agentes têm como aliada a tecnologia, que permite a formalização online dos contratos, feita em tablets levados até as comunidades. Com isso, o processo de liberação dos empréstimos, que levava dias para ser concluído e exigia idas e vindas às agências bancárias, hoje pode ser resolvido em poucas horas.

Fonte: Terra