ENTREVISTA: KEILA CRISTINA EUSTÁQUIO

ENTREVISTA: KEILA CRISTINA EUSTÁQUIO

Conheça a trajetória da Diretora-Presidente da OABPrev-GO/TO e nova integrante da Comissão de Ética do Sindicato, representando a Região Centro-Norte, nesta entrevista exclusiva para o COMPLEMENTO:

COMPLEMENTO: Conte um pouco sobre a sua história na previdência complementar fechada. Como você decidiu entrar no sistema e o que a motivou a ser uma das sócias fundadoras da OABPrev-GO/TO?

KEILA CRISTINA EUSTÁQUIO: Desde muito nova, desejava planejar uma velhice sustentável. Com a maternidade veio a preocupação que aquele ser dependia totalmente de mim. E, como profissional liberal, não tinha como garantir meu sustento e do meu filho em caso de invalidez ou morte; nosso sustento dependia exclusivamente do meu trabalho.

Outra preocupação era o alto custo de uma formação profissional. Aprendi com meus pais que a melhor herança que podemos deixar para os filhos é o estudo. Assim, procurava algo em que pudesse investir desde já para garantir o pagamento da faculdade na ocorrência de uma força maior. Nessa busca cheguei à OABPrev, uma entidade pensada para o advogado e familiares, sem fins lucrativos e, em maio de 2007, fiz o plano não só para mim, como também para meu filho.

Já em meados de 2008 ao ser informada da realização de eleições, me candidatei ao Conselho Deliberativo e fui eleita sem nenhuma influência política, fato que se repetiu em 2012. Em 2014, o Sr. Jacynto e o Sr. Antônio Carlos, Supervisor e Diretor Presidente, sugeriram ao Dr. Enil Neto meu nome para a Diretoria de Benefício. Hoje, um ano e meio após ter sido nomeada Diretora Administrativa Financeira, estou à frente do desafio de presidir a entidade.

Como foi receber o convite para participar da Comissão de Ética do SINDAPP e o que a motivou a aceitar esse desafio?

Fiquei honrada com o convite para integrar a Comissão de Ética do Sindicato. A preocupação com a ética ressurgiu com grande ênfase pelos efeitos perversos que resultam da sua falta, deixando de ser vista apenas como um problema moral e passando a ser percebida como ameaça à ordem econômica, à organização administrativa e ao próprio Estado de Direito. Estamos engajados para contribuir no fortalecimento das boas práticas em gestão da ética e identificação, desenvolvimento e implantação de instrumentos de apoio à gestão da ética. A gestão da ética tem por objetivo o estabelecimento de padrões éticos de conduta nas Entidades Fechadas de Previdência Complementar capazes de não deixar lugar a dúvidas quanto à conduta esperada em situações específicas.

Quais foram suas impressões sobre a primeira reunião do colegiado neste ano, realizada em 14 de março último, e a proposta de trabalho da Comissão para 2019?

É sempre muito bom estar com a combativa Dra. Aparecida Pagliarini, coordenadora da Comissão, e demais membros. No mês de maio, vamos ter o nosso Seminário que irá abordar temas relevantes e atuais e, também o lançamento do e-book que deverá ser mais um marco importante nessa empreitada que é o fortalecimento da ética.

Como espera contribuir para o colegiado, com base em sua experiência e nos avanços já realizados nesse campo na OABPrev-GO/TO?

Diante da escassez de cultura previdenciária em nosso país, entendemos que devemos ser promotores do segmento de previdência complementar. As oportunidades ofertadas por Abrapp e Sindapp, via suas comissões e parcerias, nos proporcionam disseminar essa tranquilidade e segurança que poucos brasileiros conhecem. Já aderimos ao Código de Princípios Éticos e de Condutas para o Regime Fechado de Previdência Complementar e estamos mapeando processos que se conectam indiretamente com princípios éticos dentro de governança. Um dos diferenciais da OABPrev é o fato de que todo participante pode ocupar cargo na Diretoria Executiva e Conselhos. A transparência do plano é total: através de senha pessoal, o participante pode acessar, via site, seus extratos, pagamentos e rentabilidade.

Qual a sua visão sobre a importância da discussão e promoção dos valores éticos neste momento da sociedade?

A Ética deve vir antes na vida pessoal e, em especial, quando se dirige uma entidade em que terceiros depositam seu futuro. Infelizmente, algumas vezes na busca por rentabilidade, crescimento e visibilidade a deixamos em segundo plano. E nesse momento, que estamos consternados como rompimento da barragem em Brumadinho (MG), nos perguntamos: Qual o valor de uma vida? Transparência e sustentabilidade são termos que surgiram no afã de fazer o bem na gestão administrativa. Eles traduzem o princípio de alcançar os lucros e mesmo a lucratividade dentro de padrões morais mais elevados. Uma entidade ética procura alcançar o bem para si própria, para a sociedade e para a humanidade como um todo.

Fonte: Sindapp