Despesas de janeiro: é preciso ter reservas financeiras

Despesas de janeiro: é preciso ter reservas financeiras

Você sabia que apenas 9% dos brasileiros têm condições de pagar as despesas de janeiro?  O levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que o brasileiro não está preparado para o IPTU, IPVA, material escolar, seguro do carro e demais despesas que chegam no início do ano.

A pesquisa mostra, ainda, que 11% dos entrevistados não fazem planejamento financeiro. Os números mostram que a falta de uma educação financeira adequada já está incrustada na mentalidade dos brasileiros. 

Para o economista Valmir Falcão Sobrinho, as pessoas precisam adquirir o hábito de poupar. “As pessoas devem poupar o décimo terceiro. Precisamos reservar para as despesas do ano seguinte. Falta um planejamento financeiro na família brasília. 66% das famílias estão endividadas, seja por cartão de crédito ou qualquer outro. É um volume alto. Temos uma alta carga tributário e grandes juros”, explica.

É preciso ficar longe dos juros. “Os juros são altos porque o governo tem uma política econômica para resultar em dinheiro. Por outro lado, isso prejudica a economia. As pessoas não conseguem crédito e sem crédito a economia não gira”, acrescenta Valmir Falcão Sobrinho.

O planejamento deve ser durante todo o ano. “Isso exige de todos nós uma disciplina. Gestão de fluxo de caixa mesmo. As pessoas têm o salário normal, então as contas de dezembro devem ser pagas com o 12º salário. O 13º deve ser usado para fundo de reserva, poupar ou gastar com algo específico. Temos uma série de despesas em janeiro, mas as pessoas acabam gastando tudo em dezembro”, avalia o economista Fernando Galvão. 

É preciso ter um caixa reservado para as contas. “Temos no começo de ano de pagar os conselhos de classe, como a OAB, além de IPVA, IPTU, matrícula escolar e material escolar dos filhos. É preciso fazer um caixa antes, se não a pessoa acaba tendo que escolher as prioridades”, completa Fernando Galvão. 

Crédito consignado pode ter juros mais baratos

Às vezes a saída é o crédito consignado para controlar as dívidas. “Quem gasta mais do que ganha é importante usar o décimo terceiro para pagar contas. Os juros crescem rapidamente e são um vazamento de renda no orçamento. Quem já está atolado de dívidas, o certo é buscar um crédito consignado para buscar um juros mais baixo. Você pode alongar a dívida, pagar um juros mais baixo”, considera Fernando Galvão.

Mas o maior cuidado é para não se desequilibrar para não colecionar empréstimos. “Tem gente que tem um contracheque com muitos consignados, então é difícil conciliar. Eu penso que é preciso uma reeducação financeira de toda a família. Todos tem que se unir nisso. As pessoas também têm que procurar alternativas de renda. Não é fácil, mas é difícil”, finaliza o economista.

Fonte: Meio Norte