Compra fracionada de dólares é estratégia para evitar perdas

Compra fracionada de dólares é estratégia para evitar perdas

Quem vai viajar ao exterior no período de férias escolares e precisa comprar dólares deve se planejar para conseguir realizar a compra com um bom preço médio, mesmo em cima da hora. Nesta quarta-feira (4), a moeda fechou o dia cotada a R$ 4,20.

No dia 27 de novembro, o dólar bateu o novo recorde histórico, cotado a R$ 4,26

O coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero, orienta que o turista compre dólares aos poucos até a data da viagem. “Você tem que fazer o preço médio. Se você vai viajar no mês de fevereiro, no Carnaval, compre um pouco agora, daqui mais ou menos 45 dias compre mais um pouco e na véspera mais”, afirma. Para Balistiero, o importante é não querer ganhar muito nem perder com a compra.

Não é possível prever os movimentos do câmbio para os próximos meses, já que o regime é flutuante e fica suscetível ao mercado interno e externo, mas, para Balistiero, o dólar na casa dos R$ 4 veio para fica. “Quem viu câmbio a R$ 2 não deve ver nunca mais”. 

O coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV (Fundação Getulio Vargas), Ricardo Teixeira, diz que a compra fracionada reduz o risco de quedas ou aumentos muito altos. No entanto, para quem está com a viagem muito próxima, a melhor tática é comprar todo o valor logo, para evitar problemas. “Quando você trava o câmbio, você pode comprar mais dólares com o menos dinheiro”, afirma.

Para Teixeira, a variação da moeda não deve ser muito grande nos próximos meses, a não ser que aconteça algo muito grave.

A diretora pedagógica da DSOP Educação Financeira, Ana Rosa Vilches, afirma que, quando há aumento do câmbio, é importante reduzir o custo da viagem. “Se aumentou [a cotação do dólar], eu terei que reduzir o valor da viagem na mesma porcentagem. Eu estava me preparando para x e aconteceu y. Eu não posso me endividar por conta disso”, diz.

Vilches orienta que os participantes da viagem discutam sobre quais os passeios e compras que precisarão ser deixados de lado por causa do aumento da moeda. Para ela, também é importante comprar passeios ainda no Brasil, já que o pagamento é realizado em reais e o há possibilidade de parcelamento. 

Negociação em casas de câmbio

Balistiero recomenda que o turista pesquise os preços nas casas de câmbio para conseguir benefícios melhores. “Em um momento de competição, as empresas podem estar oferecendo a venda da moeda com algum tipo de desconto ou entregar na casa da pessoa e economizar do deslocamento, por exemplo”, afirma.

A pesquisa é ainda mais importante para quem pretende levar grandes montantes para a viagem. Há diferenças de centavos entre as casas de câmbio, mas o valor pode ser relevante ao final.

Para Vilches, o turista pode trocar moedas em casas de câmbio no destino da viagem, mas o ideal é levar todo o valor trocado para não correr o risco de pagar mais do que planejado.

Teixeira afirma que o ideal é “nunca comprar demais o dinheiro que você precisa levar”, já que aumentam as chances de perder dinheiro na hora de trocar por reais na volta da viagem.

Fonte: R7