Qualidade de vida com finanças pessoais

Qualidade de vida com finanças pessoais

O tema qualidade de vida está sendo muito debatido atualmente. O que é necessário para alcançá-la? Vários fatores interferem na nessa qualidade e, por consequência, no bom desenvolvimento profissional.

Várias áreas da saúde têm que estar legais. A saúde mental, física, profissional, emocional e espiritual. Todos esses itens interferem na qualidade de vida dentro e fora do ambiente profissional, porém, mesmo que a pessoa tenha tudo isso, não quer dizer que ela esteja em “ponto de bala”, pronta para qualquer desafio e um bom crescimento profissional.

Se a saúde financeira, pessoal e familiar não estiver boa, todo o resto pode ser comprometido. Um funcionário pode sair de um programa de treinamento altamente motivado, porém, na hora que começa a trabalhar recebe uma ligação do gerente do banco, dizendo: “Seu cheque especial está estourado”. Nesse momento toda essa motivação é comprometida, ou pior, após receber a sua renda, o profissional não consegue quitar toda a sua fatura do cartão de crédito.

Em março de 2019, de cada quatro faturas vencidas no cartão de crédito, uma não foi paga pelo total – 25% dos portadores de cartão estão utilizando a taxa de juros mais cara do país, e tem o seu orçamento mensal corroído com o pagamento de juros, com consequente perda na qualidade de vida.

O brasileiro não tem inserido culturalmente a importância e a necessidade do planejamento financeiro, pessoal e familiar, e isso é fruto de décadas de inflação, quando realmente era muito difícil se planejar alguma coisa. Porém, há 25 anos temos a mesma moeda, e uma realidade financeira diferente, independentemente de quanto ganhamos hoje, temos que aprender a viver bem e com qualidade de vida com a renda gerada.

Não se trata aqui de um planejamento para ganhar mais, isso é muito importante e eu ensino no meu livro, mas, sim, de um planejamento para aproveitar mais aquilo que estamos conseguindo gerar. Ganhar mais todo mundo deve querer, contudo não adianta nada ganhar mais se não souber gastar. Recebemos hoje, de todos os lados, a pressão do consumismo: ligamos a televisão e podemos assistir a novelas nas quais só existem carros lindos, viagens maravilhosas, roupas da moda e pessoas esbanjando dinheiro; na mão de cada portador de um smartphone temos a possibilidade de, através da internet, comprar qualquer coisa em qualquer lugar do mundo; temos maravilhosos supermercados e shoppings centers onde a variedade e qualidade de produtos são maiores a cada dia; podemos ter nas carteiras cartões de crédito internacionais sem nunca ter viajado ao exterior.

Tudo isso e a facilidade que se tem de gastar dinheiro. É muito fácil, pois, praticamente não recebemos limites de gastos. Podemos comprar e simplesmente passar o cartão na máquina.

Todas as pessoas possuem um limite de gastos, que é a renda. Contudo, além da renda, existem o crédito oferecido a todo momento e várias formas de financiamentos e compras a prazo que acabam por comprometer parte da renda, sem contar com o empréstimo consignado, que no dia que você faz, seu salário diminui. No momento em que você usa esses artifícios para alcançar algo, esse algo torna-se mais caro, pois vem embutido com os famosos juros.

Pergunto: alguém come juros, bebe juros, dirige juros, viaja juros? Então, por que pagar juros tão juros?

Será que vale a pena andar em carro do ano ou com a roupa da moda e ao mesmo tempo estar usando o cheque especial ou pagando o mínimo do cartão de crédito? Como está a sua qualidade de vida nesse momento?

Quando alguém tem um padrão de vida material acima das reais possibilidades financeiras, certamente prejudica a qualidade de vida, pois pode estar dormindo mal, com nervos alterados e até receber de presente uma úlcera ou uma gastrite.

Temos a mania de colocar a culpa no governo que aumenta tudo, na empresa que paga mal, na esposa ou marido que gasta muito, mas muitas vezes nos esquecemos de nós mesmos. Mais de 90% das pessoas que possuem dívidas hoje estão com elas devido à inexistência do planejamento financeiro.

No meu mestrado, o tema foi “Qualidade de vida e endividamento – Impactos do endividamento na qualidade de vida das pessoas e dos gegócios”, e ficou comprovado que o endividamento está exterminando a qualidade de vida das pessoas.

Nas minhas palestras, cursos e principalmente no meu livro que se tornou best-seller, “Viva em paz com seu dinheiro”, publicado pela Literare Books International, eu mostro o passo a passo para a organização do orçamento, renegociação e eliminação de eventuais dívidas e principalmente para todos viverem melhor com o dinheiro.

Fonte: SEGS